sábado, 27 de junho de 2015

Vivendo a atmosfera dos céus.



"Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros." Cânticos 2:8
O tempo urge! Estamos vivenciando o período predito nas sagradas escrituras, tanto pelo próprio Jesus, como pelos profetas, os quais profetizaram a respeito de como seria e o que aconteceria, nos últimos dias que antecedessem a vinda do Filho de Deus.
Mas para nós cristãos, que professamos o nome de Jesus, como se dará este glorioso evento? Como serão os instantes finais nesta terra até encontrarmos com o Messias face a face, como nos revela o apóstolo S. João:
"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." 1 João 3:2
Vemos nas sagradas escrituras, em I Tessalonicenses 4:16,17, como se dará a transformação de nossos corpos em corpo glorificado; vemos também que seremos "raptados" bruscamente, a encontrar o nosso Senhor nos ares. Maravilha! Contudo, o que me atenho aqui diz respeito aos momentos de desfecho nesta terra, anteriores ao glorioso evento.
Como faz parte da nossa cultura deixar tudo para a última hora, percebo que nos dias em que vivemos, temos observado que os cristãos da nossa comunidade também têm feito jus a isso e não definem de forma clara suas prioridades. Jesus certa feita disse: 
"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." Lucas 9:23
Paulo, na mesma carta à Igreja da Tessalônica, nos deixa um alerta a respeito dos momentos precedentes à volta do Cristo; embora tenha afirmado que "o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;..." (1 Tess. 5:2), deixa claro em seguida, que para nós, cristãos, filhos da luz, não será uma surpresa:

"Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;"1 Tessalonicenses 5:4-6

O alerta dado aos cristãos portanto, é este: "não durmamos!"; "estejamos sóbrios!" Em outro trecho, em uma das suas cartas a Timóteo, Paulo fala:

"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra." 2 Timóteo 2:4

A sobriedade a que Paulo se refere, diz respeito às coisas dessa vida que ele alertou Timóteo; os negócios desta vida, colocados como prioridade, serão um impeditivo gravíssimo para muitos cristãos no instante final, anterior ao "harpazo" (arrebatamento em grego; "raptus" em latim). Muitos estarão "embriagados" com os negócios desta vida; por consequência disso, por terem "se embriagado de noite", não são mais do dia, da luz; estão em trevas espirituais, de modo que não conseguirão escutar, com os ouvidos do espírito, os passos do Messias!
A tão conhecida parábola das dez virgens é interessante no que diz respeito ao fato de todas elas terem cochilado:

"E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram." Mateus 25:5

Ora, todas elas, virgens e puras, com azeite da presença do Espírito Santo (uma possível interpretação), cochilaram e acabaram sendo vencidas pelo sono. 
Por qual motivo? Por ter "tardado o esposo".

Certa feita, em um culto, me veio a mente uma indagação; como seria o tão sonhado arrebatamento, propalado aos quatro ventos pelos pregadores da última hora? O que na prática, me faria sentir-me tão apto, tão pronto a encontrá-lo?
O que teria em mim que me faria "Vigiar, pois, em todo o tempo, orando, para ser havido por digno de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.?" (Lucas 21:36)

Como estaria eu, imperfeito, falho, pecador, apto para encontrar-me com o Rei sobre Reis e Senhor dos senhores? Se para uma reunião com alguma autoridade humana, que é mortal, me preparo todo antes, utilizo minha melhor roupa, ainda treino cada palavra que irei falar, com medo de errar, porque diante do Filho de Deus, no meu encontro com ele, fico como "os que não têm esperança", como se esse encontro não passasse de um sonho distante, que um dia irá acontecer, mas não encaro como real e iminente!
João, na ilha de Patmos, ao ver o seu Senhor como ele é hoje, ressurrecto e glorificado, caiu como morto aos seus pés, tal era a sua aparência gloriosa:

"E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; 
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece." (Apocalipse 1:12-16).
















Em meio a este meu devaneio a respeito da prontidão para Sua volta, quis o Espírito que eu escutasse uma pregação em um evento evangelístico, de certo Pastor cujo nome não me recordo, o qual falava a respeito de "certa atmosfera" que envolveria os salvos, no tempo que precede a volta de Jesus. A respeito dessa atmosfera do Espírito, em que andariam os santos na terra, temos um paralelo no dia do derramamento do Espírito Santo, narrado no livro dos Atos dos Apóstolos. Os crentes naquela ocasião foram tão cheios do Espírito, que em um único discurso de Pedro, na estréia da era da Igreja, cerca de três mil almas se converteram ao Senhor! E os demais atos prodigiosos, de sinais e cura divina que se seguiram, são reveladores de uma atmosfera tal em que esses crentes estavam "embebidos", ao ponto de Paulo, na sua carta aos Hebreus, revelar que "uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;" (Hebreus 11:35homens "dos quais o mundo não era digno" (ver. 38); estes andaram com o Senhor em cada momento de suas vidas ao ponto de não se "embaraçarem com os negócios deste mundo" e de "não amarem suas vidas até a morte" tal é o exemplo registrado em toda a história da igreja primitiva, frente às perseguições impostas pelo Império Romano.
 Talvez seja esse o motivo de nós, muitas das vezes, nos sentirmos insignificantes em fé, diante do que sofreram nossos irmãos do passado. Que cristianismo barato temos vivido hoje, onde queremos o Senhor abençoador e suas bênçãos, contudo, sem querermos pagar o preço de negarmos a nós mesmos, tomarmos cada um a sua cruz e segui-lo! Como, no estado letárgico em que nos encontramos como cristãos, muitas das vezes tosquenejando e dormindo como as virgens, mesmo com azeite na lamparina, poderíamos ouvir o "alarido, a voz de arcanjo e a trombeta de Deus" (I Tess. 4:16) a soar em nossos ouvidos do espírito dizendo "sobe cá!" (Apoc. 4:1)? 
Foi após aquela pregação, que passei então a compreender o significado do texto que diz:
"Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem é sujo, suje-se ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda."(Apocalipse 22:11).

Porque aquele pregador falava de algo que ficou impregnado nos meus sentidos; ele dizia que assim como o ímpio têm vivido a atmosfera da perdição, do inferno, a cercar-lhe nesses últimos dias; assim como estes têm sido influenciados por hordas de demônios que, confirmando já a operação do erro e o espírito do anti-cristo, os quais já atuam sobre a terra, passam a fazer com que o "injusto faça injustiça ainda" e que "o sujo, suje-se mais ainda", assim também o mesmo Espírito que nos apresentará ao Cristo como "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". (Efésios 5:27), já nos proporciona uma "atmosfera do céu", um "viver pelo Espírito", ao ponto de "nos santificarmos ainda", nos deixando com os ouvidos espirituais afinados, aptos para ouvir o som que diz Maranata!, que traduzido é "Ora vem, Senhor Jesus! Aleluiah!
Portanto, cremos nós, pelo Espírito Santo, que a verdadeira Igreja, a qual não é uma instituição, nem é conhecida por rótulos de denominações, mas que está escondida, como o trigo no meio do joio, que não é tirado para não danificar o primeiro (Mat. 13:24-30); esta mesma Igreja santa e verdadeira, disposta a "sofrer as aflições como bom soldado de Jesus Cristo" (Tim. 2:3), tem sido atraída ao céu, como um ímã puxa as limalhas. Como bem disse o salmista:

"Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo." (Salmos 65:4)

Vivamos portanto a atmosfera dos céus! Caminhemos a cada dia, como se fosse o último da nossa estada aqui na terra. E como santos, cantemos juntos, marchando para aquele bom País, onde o crente, com seu Salvador, vai para sempre descansar! (Harpa Cristã - nº 63; Autor(es)/Tradutor(es): H.M.W - H. Maxwell Wrigth)
Texto de: Josué Santos

Nenhum comentário:

Postar um comentário