sábado, 27 de junho de 2015

Vivendo a atmosfera dos céus.



"Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros." Cânticos 2:8
O tempo urge! Estamos vivenciando o período predito nas sagradas escrituras, tanto pelo próprio Jesus, como pelos profetas, os quais profetizaram a respeito de como seria e o que aconteceria nos últimos dias que antecediam a vinda do Filho de Deus.
Mas para nós cristãos, que professamos o nome de Jesus, como se dará este glorioso evento? Como serão os instantes finais nesta terra até encontrarmos com o Messias face a face, como nos revela o apóstolo S. João:
"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." 1 João 3:2
Vemos nas sagradas escrituras, em Tessalonicenses, como se dará a transformação de nossos corpos em corpo glorificado; vemos também que seremos "raptados" bruscamente, a encontrar o nosso Senhor nos ares. Maravilha! Contudo, o que me atenho aqui diz respeito aos momentos de desfecho nesta terra, anteriores ao glorioso evento.
Como faz parte da nossa cultura deixar tudo para a última hora, percebo que nos dias em que vivemos, temos observado que os cristãos da nossa comunidade também têm feito jus a isso e não definem de forma clara suas prioridades. Jesus certa feita disse: 
"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." Lucas 9:23
Paulo, na mesma carta à Igreja da Tessalônica, nos deixa um alerta a respeito dos momentos precedentes à volta do Cristo; embora tenha afirmado que "o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;..." (1 Tess. 5:2), deixa claro em seguida, que para nós, cristãos, filhos da luz, não será uma surpresa: 
"Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;"1 Tessalonicenses 5:4-6
O alerta dado aos cristãos portanto, é este: "não durmamos!"; "estejamos sóbrios!" Em outro trecho, em uma das suas cartas a Timóteo, Paulo fala:
"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra." 2 Timóteo 2:4
A sobriedade a que Paulo se refere, diz respeito às coisas dessa vida que ele alertou Timóteo; os negócios desta vida, colocados como prioridade, serão um impeditivo gravíssimo para muitos cristãos no instante final, anterior ao "harpazo" (arrebatamento em grego); "raptus" em latim). Muitos estarão "embriagados" com os negócios desta vida; por consequência disso, por terem "se embriagado de noite", não são mais do dia, da luz; estão em trevas espirituais, de modo que não conseguirão escutar, com os ouvidos do espírito, os passos do Messias.
A tão conhecida parábola das dez virgens é interessante no que diz respeito ao fato de todas elas terem cochilado:
"E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram." Mateus 25:5
Ora, todas elas, virgens e puras, com azeite ou não da presença do Espírito Santo, cochilaram e acabaram sendo vencidas pelo sono. Por qual motivo? Por ter "tardado o esposo".
Certa feita, em um culto, me veio a mente uma indagação; como seria o tão sonhado arrebatamento, propalado aos quatro ventos pelos pregadores da última hora? O que na prática, me faria sentir-me tão apto, tão pronto a encontrá-lo? O que teria em mim que me faria "Vigiar, pois, em todo o tempo, orando, para ser havido por digno de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.?" (Lucas 21:36)
Como estaria eu, imperfeito, falho, pecador, apto para encontrar-me com o Rei sobre Reis e Senhor dos senhores? Se para uma reunião com alguma autoridade humana, que é mortal, me preparo todo antes, utilizo minha melhor roupa, ainda treino cada palavra que irei falar, com medo de errar, porque diante do Filho de Deus, no meu encontro com ele, fico como "os que não têm esperança", como se esse encontro não passasse de um sonho distante, que um dia irá acontecer, mas não encaro como real e iminente!
João, na ilha de Patmos, ao ver o seu Senhor como ele é hoje, ressurrecto e glorificado, caiu como morto aos seus pés, tal era a sua aparência gloriosa:
"E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo;E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece." (Apocalipse 1:12-16).











Em meio a este meu devaneio a respeito da prontidão para Sua volta, quis o Espírito que eu escutasse uma pregação em um evento evangelístico, de certo Pastor cujo nome não me recordo, o qual falava a respeito de "certa atmosfera" que envolveria os salvos, no tempo que precede a volta de Jesus. A respeito dessa atmosfera do Espírito, em que andariam os santos na terra, temos um paralelo no dia do derramamento do Espírito Santo, narrado no livro dos Atos dos Apóstolos. Os crentes naquela ocasião foram tão cheios do Espírito, que em um único discurso de Pedro, na estréia da era da Igreja, cerca de três mil almas se converteram ao Senhor! E os demais atos prodigiosos, de sinais e cura divina que se seguiram, são reveladores de uma atmosfera tal em que esses crentes estavam "embebidos", ao ponto de Paulo, na sua carta aos Hebreus, revelar que "uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;" (Hebreus 11:35homens "dos quais o mundo não era digno" (ver. 38); estes andaram com o Senhor em cada momento de suas vidas ao ponto de não se "embaraçarem com os negócios deste mundo" e de "não amarem suas vidas até a morte" tal é o exemplo registrado em toda a história da igreja primitiva, frente às perseguições impostas pelo Império Romano.
 Talvez seja esse o motivo de nós, muitas das vezes, nos sentirmos insignificantes em fé, diante do que sofreram nossos irmãos do passado. Que cristianismo barato temos vivido hoje, onde queremos o Senhor abençoador e suas bênçãos, contudo, sem querermos pagar o preço de negarmos a nós mesmos, tomarmos cada um a sua cruz e segui-lo! Como, no estado letárgico em que nos encontramos como cristãos, muitas das vezes tosquenejando e dormindo como as virgens, mesmo com azeite na lamparina, poderíamos ouvir o "alarido, a voz de arcanjo e a trombeta de Deus" (I Tess. 4:16) a soar em nossos ouvidos do espírito dizendo "sobe cá!" (Apoc. 4:1)? Então passei a compreender após aquela pregação o significado do texto que diz:
"Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem é sujo, suje-se ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda."(Apocalipse 22:11). Porque aquele pregador falava de algo que ficou impregnado nos meus sentidos; ele dizia que assim como o ímpio têm vivido a atmosfera da perdição, do inferno, a cercar-lhe nesses últimos dias; assim como estes têm sido influenciados por hordas de demônios que, confirmando já a operação do erro e o espírito do anti-cristo, os quais já atuam sobre a terra, passam a fazer com que o "injusto faça injustiça ainda" e que "o sujo, suje-se mais ainda", assim também o mesmo Espírito que nos apresentará ao Cristo como "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". (Efésios 5:27), já nos proporciona uma "atmosfera do céu", um "viver pelo Espírito", ao ponto de "nos santificarmos ainda", nos deixando com os ouvidos espirituais afinados, aptos para ouvir o som que diz Maranata!, que traduzido é "Ora vem, Senhor Jesus! Aleluiah!
Portanto, cremos nós, pelo Espírito Santo, que a verdadeira Igreja, a qual não é uma instituição, nem é conhecida por rótulos de denominações, mas que está escondida, como o trigo no meio do joio, que não é tirado para não danificar o primeiro (Mat. 13:24-30); esta mesma Igreja santa e verdadeira, disposta a "sofrer as aflições como bom soldado de Jesus Cristo" (Tim. 2:3), tem sido atraída ao céu, como um ímã puxa as limalhas. Como bem disse o salmista:
"Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo." (Salmos 65:4)
Vivamos portanto a atmosfera dos céus! Caminhemos a cada dia, como se fosse o último da nossa estada aqui na terra. E como santos, cantemos juntos, marchando para aquele bom País, onde o crente, com seu Salvador, vai para sempre descansar! (Harpa Cristã - nº 63; Autor(es)/Tradutor(es): H.M.W - H. Maxwell Wrigth)
Texto de: Josué Santos

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

"O Tempo está próximo!"














De: http://geracaomaranata.com.br/category/estudos-biblicos/daniel/

Filed Under (Daniel) by Geração Maranata on 21-10-2010
por Norbert Lieth



"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, pa¬ra selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. Sabe c entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas, as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determi¬nada, se derrame sobre ele" (Dn 9.24-27).
Em Daniel 9 encontramos os mais precisos dados cronológicos proféticos da Bíblia. A primeira vinda de Jesus é descrita com exatidão, com menção do dia certo em que Ele viria.
Entendo a cronologia, através dessas datas, veremos que a volta de Jesus deve estar bem próxima.

1. Do que trata o capítulo 9?
Essa passagem fala das setenta semanas de Israel e, em especial da 70a semana, que terá uma duração de 7 anos.
Tudo o que é descrito nesse capítulo não tem relação com a história mundial ou com história da Igreja, mas trata exclusivamente de Israel e de Jerusalém. Ao profeta Daniel, um judeu, é dito: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo (Israel) e sobre a tua santa cidade (Jerusalém)" (v.24).
Trata-se, portanto, da história que Deus escreve com Seu povo terreno durante um período de setenta semanas (de anos). Quando o final da 70a semana tiver sido alcançado, acontecerão seis coisas, que estão indicadas em Daniel 9.24:
1. "…para fazer cessar a transgressão…" Isso significa que o Messias virá e dará um fim à transgressão do Anticristo e do falso Profeta.
2. "…para dar fim aos pecados… " O Senhor, em Sua vinda, afastará completamente o pecado de Israel, assim como também está escrito em Romanos 11.26: "E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartai a Jacó as impiedades".
3. "…para expiar a iniqüidade…" Também essa expressão testemunha da expiação definitiva da culpa de Israel. O Senhor Jesus já expiou a iniqüidade de Israel há mais de 2000 anos na cruz do Calvário, mas Israel ainda não reconheceu essa expiação. Ela se tornará realidade para os judeus como nação apenas quando olharem para Aquele a quem traspassaram (Zc 12.10).
Não foi por acaso que um gentio proeminente escreveu no alto da cruz de Jesus: "Este é o Rei dos Judeus" (Lc 23.38), pois Ele carregou a culpa dos judeus. O que está escrito profeticamente em Isaias 53 será a confissão de culpa dos judeus quando Jesus voltar, um dia, ao monte das Oliveiras:
"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (IS 53.4-5).
Neste momento pensamos no'"Yom Kippur", o Grande Dia da Expiação em Israel. Apenas neste único dia do ano o sumo sacerdo¬te podia entrar no Santo dos Santos do Tabernáculo ou do Templo. Levando em suas mãos o sangue dos animais sacrificados, ele desaparecia de diante dos olhos da multidão reunida no átrio, entrava no Lugar Santo e, passando pelo véu, entrava no Santo dos Santos aspergindo o sangue sobre e diante do propiciatório para reconciliar Israel com Deus.
O povo todo ficava esperando lá fora até o sumo sacerdote voltar. Na bainha das vestes do sumo sacerdote estavam afixados pequenos sininhos de ouro que balançavam a cada passo. Por isso o povo sabia, quando o som ficava mais intenso, que o sumo sacerdote havia deixado o Santo dos Santos e logo estaria saindo pela porta do Lugar Santo até o átrio. Quando ele aparecia e confirmava ao povo que a expiação havia sido feita, um brado de grande alegria perpassava a multidão, pois agora eles sabiam: os pecados de um ano inteiro estavam expiados mais uma vez.
Esse acontecimento anual em Israel era um exemplo da obra futura de Jesus Cristo. Ele morreu na cruz do Calvário como o Cordeiro do sacrifício, sem mácula, pelos pecados do mundo todo. Com Seu sangue Ele entrou no Santo dos Santos de uma vez por todas e já se encontra há mais de dois mil anos junto do Pai celestial, assentado à Sua direita no trono de Deus. Em breve terá chegado o tempo em que Ele sairá do Santo dos Santos celestial e voltará de maneira visível para o mundo todo, trazendo a expiação para Seu próprio povo.
4. Então Ele também virá "…para trazer a justiça eterna…" Isto se refere ao tempo em que o Senhor vai reinar com justiça eterna. Quando Jesus tiver voltado, estabelecerá Seu Reino de paz de mil anos governando o mundo todo a partir de Jerusalém.
5. "…para selar a visão e a profecia…" Isso significa que todas as profecias divinas estarão se cumprindo. Tudo o que Deus disse e mandou anunciar por meio dos profetas através dos séculos estará sendo cumprido visivelmente diante dos olhos de todos. Deus é fiel, e cumpre Sua Palavra. Jesus disse: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (Mt 24.35).
6. "…e para ungir o Santo dos Santos." Isso refere-se ao estabelecimento do Senhor Jesus Cristo como Rei eterno sobre todos os reis e Senhor dos senhores no novo templo, reconstruído em Jerusalém. Ele se assentará no "trono de Davi" e regerá o mundo com justiça a partir de Jerusalém.
Todos os pontos aqui alistados ainda não se cumpriram para lsrael. O Senhor ainda não voltou, pois Se encontra no santuário Celestial intercedendo por nós como sumo sacerdote.
Nos versículos seguintes temos a descrição do tempo (as 70 semanas) em que Israel se põe a caminho em direção ao alvo que acabamos de descrever. Figuradamente, é como se o Senhor tomasse um cronômetro em Suas mãos, marcasse uma hora, e o tempo começasse a correr. Ele diz a Daniel nos versículos 25-26:
"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edifica Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que ha de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas".
O significado desses versículos pode ser dividido em oito itens:
1. O "cronômetro" divino que marca as setenta semanas para Israel começou a contar a partir do momento em que foi publicado o decreto que permitia aos judeus reconstruírem a cidade de Jerusalém "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas (sete semanas de anos). Isso já se cumpriu
2. Até que veio o Ungido – Jesus Cristo – foram mais 62 semanas: "…e sessenta e duas semanas…" Também isso se cumpriu.
3. Então, "…depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará", portanto, depois de um total de 69 semanas (7 + 62 = 69 semanas) o Ungido seria morto e já não estaria mais sobre a terra. "Ser morto", assassinado, indica a morte cruel que Jesus sofreu pela crucificação. Ele já não estava mais em Israel. Também isto se cumpriu. Em Isaías 53.8-9 lemos em relação à morte do Ungido:
"Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por cau-sa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca".
4. Em Daniel 9.26 está escrito ainda: "…e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio…" Esse "povo de um príncipe que há de vir" é uma alusão aos romanos que destruíram a cidade de Jerusalém e o santuário (o templo) no ano de 70 d.C. Também isto se cumpriu.
5. Longo tempo depois, terá início a última semana, a septuagésima, que ainda falta se cumprir. E agora vem o próprio príncipe (o Anticristo). Se "o povo de um príncipe" no passado foram os romanos (império romano) que destruíram Jerusalém e o templo, no fim dos tempos o reino romano restabelecido será o povo de onde virá o príncipe (o Anticristo) de Daniel 9.26. Isso ainda não se cumpriu, mas está próximo de seu cumprimento.
6. Acerca do Anticristo, Daniel 9.27 diz: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana". Isso quer dizer que o líder do reino romano restaurado se unirá a Israel através de uma aliança de paz de sete anos – na última das setenta semanas da profecia de Daniel.
7. "Fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador…" Isso significa que, no meio da última semana (que durará 7 anos), portanto depois de três anos e meio, o Anticristo quebrará a aliança que firmou com Israel. Por quê? Porque a respeito desse "homem da impiedade" está escrito que ele "se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus" (2 Ts 2.4).
Neste momento Israel irá reconhecer que o Anticristo não é o Messias, e o rejeitará. Com isso estará rompida a aliança entre o Anticristo e Israel. Então virão os últimos três anos e meio, a Grande Tribulação propriamente dita, o "abominável da desolação", do qual o Senhor Jesus também falou em Seu Sermão Profético, por exemplo em Mateus 24.15: "Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda)".
Depois destes três anos e meio as setenta semanas estarão cumpridas para Israel, o "cronômetro" pára, o céu se abre e o Senhor da Glória vem para salvar Israel e destruir o Anticristo "até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele" (v.27).
Então, em seguida se cumprirá aquilo que já vimos no versículo 24.
Entre a 69a e a 70a semana havia um segredo, um mistério ainda não revelado aos profetas da Antiga Aliança: a era da Igreja de Jesus, um tempo que Deus intercalou e que já dura quase 2.000 anos. Quando houver entrado "a plenitude dos gentios" (Rm 11.25), acontecerá o Arrebatamento da Igreja de Jesus dando início aos últimos sete anos, ou seja, a 70a semana de Daniel se inicia para Israel.

2. Cronologia dos eventos proféticos
Até aqui tudo se cumpriu como foi profetizado. Falta apenas a última, a 70a semana de sete anos.






























3. Quão próximos estamos da 70a semana, a Grande Tribulação?
Primeiro devemos nos perguntar: de onde sabemos que a era da Igreja está terminando, que ela será arrebatada e que os últimos anos outra vez dizem respeito a Israel?
Em nossos dias também existem cálculos de diversos tipos, que devem ser levados a sério, e todos eles se referem ao tempo em que vivemos. Mas sabemos que precisamos ter muito cuidado e que não podemos confiar plenamente nesses cálculos. Ninguém sabe o dia nem a hora (Mt 24.36; 25.13)! Mas podemos confiar plenamente na Bíblia. Ela faz uma diferença entre espaço de tempo e momento (grego: kairos e chronos).
Não sabemos o momento do Arrebatamento, o dia e a hora. Mas podemos conhecer em que período de tempo ele vai acontecer, e é a esse período de tempo que devemos prestar atenção. O próprio Senhor Jesus disse:
"Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; pois que a vossa redenção se aproxima" (Lc 21,28).
Em relação aos sinais dos tempos Ele exortou dizendo:
"Sabeis, na verdade discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?" (Mt 16.3).
É como em um parto: o momento exato ninguém sabe, mas sabe-se a época aproximada em que o bebe vai nascer. Uma gravidez normal dura nove meses. Quando uma mulher se encontra no nono mês de gravidez, seu marido não lhe dirá: "Ainda temos muito tempo! Pode demorar mais alguns meses até que o nosso filho nasça!". Não, com certeza marido nenhum faz isso. Assim nós também podemos saber que nosso mundo está "grávido", maduro para o juízo, baseados em um sinal muito claro do fim dos tempos:
1. O maior e mais claro sinal do fim dos tempos é Israel. Jesus Cristo falou com muita clareza da figueira (Israel) como sendo o mais óbvio de todos os sinais antes de Sua Volta. Em Mateus 24.32-34 Ele diz:
"Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, "sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça ".
Muito já foi discutido no sentido de descobrir o que o Senhor queria dizer com "esta geração não passará". Entendemos que essa expressão pode significar não apenas a geração do povo de Israel daquela época, que já passou há muito tempo.
Também o Senhor não pode ter se referido ao povo de Israel como tal, pois é um fato profético que o povo de Israel precisa ficar preservado até a volta do Senhor, senão Ele não poderia salvar essa nação das mãos de seu maior e último inimigo, que será o Anticristo.
Resta apenas uma alternativa: o Senhor fala claramente dos tempos finais e daqueles que vão passar por esse tempo.
Isso significa, portanto, que a geração que vivenciou a restauração de Israel ("Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam…"), também será a geração que passará pela Grande Tribulação e vivenciará a volta de Jesus.
Para isto existe uma passagem paralela no Antigo Testamento, em Ezequiel 36, onde o Senhor fala através do profeta:
"No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniqüidades, então, farei que sejam habitadas as cida¬des e sejam edificados os lugares desertos. Assim diz o Senhor Deus: Ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel: que lhe multiplique eu os homens como um rebanho. Co¬mo um rebanho de santos, o rebanho de Jerusalém nas suas fes¬tas fixas, assim as cidades desertas se encherão de rebanhos de homens; e saberão que eu sou o Senhor" (vv.33,37-38).
Nós – nossa atual geração – vemos Israel reconstruindo cidades, enchendo-se de gente e seu deserto florescendo!
Portanto a volta de Jesus para perdoar os pecados de Israel deve estar muito próxima, pois as profecias dizem respeito, como podemos ver com nossos próprios olhos, aos tempos de hoje!
Fazendo as contas a partir de 1948 (fundação do Estado de Israel) ou de 1967 (reconquista de Jerusalém por Israel) - "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça" – então temos toda razão e a obrigação de nos perguntar se o cumprimento dessa profecia não poderia acontecer em breve.

Fonte: Livro “As Profecias de Daniel” de Norbert Lieth

out 14
2010
Filed Under (Daniel) by Geração Maranata on 14-10-2010









No livro de Daniel capítulo 8, pode-se ter uma noção do quanto a Palavra de Deus é confiável. Nesse capítulo podemos ver o cumprimento das profecias bíblicas, e esse cumprimento é simplesmente mais uma prova da existência de Deus e um desafio para se crer nEle. O próprio Deus desafia a humanidade quando diz:
"Quem há, corno eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-Io fiz ouvir, não vo-Io anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça" (Is 44.7-8).
Está à procura de alguém em quem é possível confiar plenamente? Então você pode se dirigir a Jesus, pois Ele é real! Para fazer de Deus a nossa Rocha precisamos crer nEle, pois apenas saber de Sua existência não é o suficiente. Devemos crer e confiar! Deus sempre cumpre o que promete!
O Senhor diz que somente aquele que faz predições detalhadas é verdadeiramente Deus. E Sua pergunta: "Há outro Deus além de mim?" Ele próprio responde dizendo:"Não há outra Rocha que eu conheça ".
Existem dois grupos de pessoas:
1) Um dos grupos questiona, duvida e critica tentando honestamente chegar à verdade. Com essas pessoas pode-se dialogar, pois elas estão à procura de respostas às suas perguntas, e pela graça do Senhor elas chegam ao conhecimento de Jesus e crêem nEle para Salvação.
2) Mas existem pessoas que perguntam, questionam, criticam e duvidam por duvidar, na verdade não estão preocupadas em conhecer a Verdade. Com essas pessoas é difícil dialogar, pois não querem ajuda real e não se convencem da verdade, mesmo quando apresentada com toda a clareza.

Um panorama resumido do cumprimento da profecia bíblica
Daniel encontrava-se na cidadela de Susã e recebeu uma visão de animais, retratando o desenvolvimento da história mundial.
O carneiro











"Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia" (vv.3-4).
Daniel não sabia o que significava tudo aquilo, mas recebeu a explicação junto com a visão:
"Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la (ele abriu seu coração e procurou entender a verdade), e eis que se me apresentou diante uma como aparência de homem (a resposta divina às suas dúvidas já estava chegando). E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. …Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia" (vv. 15-16,20).
Em linguagem simbólica, temos aqui a figura de um carneiro com chifres desiguais, que a explicação divina diz ser o reino medo-persa. O que admira é sua descrição detalhada no versículo 3: "…um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último." O que fascina nessa descrição é o cumprimento histórico detalhado e exato dessa profecia. O chifre pequeno, que veio antes, é uma figura do império medo, e o segundo chifre, que veio depois, é uma ilustração da Pérsia. Essas imagens se juntam e formam um grande reino de abrangência mundial. Mesmo que a Pérsia tenha se tornado poderosa depois da Média (no ano 559 a.C), ela superou em muito os medos. A Pérsia expandiu seu reino com seu exército gigantesco de mais de dois milhões de soldados para o ocidente, para o norte e para o sul. O Senhor já havia profetizado essa expansão, e tudo cumpriu-se literalmente no decorrer da história.

O bode










"Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinnha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele" (vv.5-7).
A explicação dessa profecia é encontrada no versículo 21: “… bode peludo é o rei da Grécia…". É fantástico ver que o anjo, que transmitiu a Daniel o significado da visão, chama a terra simbolizada pelo bode de Grécia. O que é tão especial nesse fato? No do reino medo-persa ainda poderíamos encontrar uma explicação lógica, pois Daniel ainda vivenciou o início do estabelecimento desse reino. Mas o que chama a atenção nessa profecia sobre a Grécia é que ela foi feita aproximadamente 200 anos antes que esse país surgisse no cenário mundial. E a profecia cumpriu-se nos mínimos detalhes.
Na ocasião em que a profecia foi feita, ninguém nem sequer imaginava que a Grécia poderia entrar em cena. Com certeza muitos nem sequer sabiam onde se localizava esse país.
Voltando a atenção aos detalhes que foram preditos 200 anos antes:
a) "Este bode tinha um chifre notável entre os olhos" (v.5). Quem é esse chifre? "…é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei" (v.21). Quem foi o primeiro grande rei da Grécia? Alexandre o Grande! Ele era pequeno de estatura (apenas 1,55m), mas era chamado de "o Grande" porque seu reino era enorme.
b) "Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra (pela história sabemos que Alexandre veio do ocidente com um exército pequeno e muito rápido), mas sem tocar no chão (em poucos anos Alexandre conquistou a Ásia Menor, a Síria, o Egito, a Mesopotâmia e depois os países até a Índia. Isso nunca havia acontecido em toda a história); este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder" (correu contra os persas, pois estes haviam tomado dos gregos duas cidades próximas a Atenas nas batalhas de Maratona e Salamis). Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele" (vv.5-7).
Foi assim que a Grécia, sob o comando de Alexandre o Grande, venceu o império Medo-Persa.







c) "O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre (Alexandre o Grande), e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu"(v.8). Isso também é confirmado pela história. Alexandre o Grande realmente morreu subitamente na Babilônia no auge de seu poder, tinha apenas 32 anos de idade. Muitos afirmam que ele morreu de malária e das conseqüências do alcoolismo, outros dizem que foi envenenado. De qualquer maneira, o grande imperador morreu e “em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu".
Encontramos a explicação no versículo 22: "o ter sido quebra¬do, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha." E de fato, lendo hoje os livros que contam a história daquela época, nos deparamos com Alexandre, o Grande, que não teve filhos e cujo reino foi repartido entre quatro de seus generais após sua morte, o que é simbolizado pelos quatro chifres da visão do Daniel.
1. Ptolomeu recebeu o Egito e partes da Ásia Menor.
2. Cassandro recebeu territórios na Macedônia e na Grécia.
3. Lisímaco recebeu a Trácia e partes ocidentais da Ásia Menor.
4. Seleuco recebeu a Síria, a Mesopotâmia e Israel.
Esse reino grego foi dividido em quatro partes e jamais voltou a ter o mesmo poder que tinha sob Alexandre.  E tudo isso foi profetizado 200 anos antes!
"Quem há, corno eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! (Is 44.7).
Mas a história continua.

O chifre pequeno









"De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade e o que fez prosperou." (vv.9-12)
Esse texto fala do tristemente famoso imperador Antíoco Epifânio. Ele merece uma longa descrição no texto bíblico, pois é uma ilustração profética do Anticristo que virá no fim dos tempos.
Devemos ter em mente que as afirmações referentes a Antíoco Epifânio foram feitas com aproximadamente 380 anos de antecedência. Ele chegou ao poder em 175 a.C. Tudo o que foi escrito a seu respeito é confirmado integralmente pela história. Ele é o "chifre pequeno" oriundo de um dos quatro reinos já mencionados, que surgiram da divisão do reino de Alexandre o Grande, da região de Seleuco, a quem pertencia a Síria, Mesopotâmia e Israel. Mais tarde ele subjugou o sul (Egito), o leste e a terra gloriosa (Israel) (v.9).
Ele praticou uma abominação nunca vista no lugar Santíssimo do templo judeu. Ele próprio se intitulava Antíoco Epifânio (“o iluminado"). Os judeus chamavam-no de Antíoco Epimano (“o louco") por seus atos desvairados, e ele morreu como demente.
Leiamos mais uma vez a descrição de seus atos na Bíblia Viva:
"Chegou a desafiar o Comandante do exército do Céu, interrompendo os sacrifícios que eram oferecidos diariamente a Deus e manchando a pureza do seu templo. Apesar desses pecados terríveis, Deus não deixou o exército do Céu castigar o chifre. O resultado disso foi que a verdade e a justiça desapareceram e a maldade se espalhou" (vv.11-12).
- Durante seu reinado os judeus estavam proibidos de obedecer à Lei;
- Eles não podiam guardar o sábado;
- Seus filhos não podiam ser circuncidados;
- Suas festas anuais foram proibidas;
- Os sacrifícios foram banidos, e em seu lugar foram levantados altares a deuses estranhos em Jerusalém e oferecidos sacrifícios impuros;
- Os judeus foram obrigados a comer carne de porco;
- E o auge aconteceu a 16 de dezembro de 167 a.C.. Ele mandou fazer uma estátua de abominação e erigiu no altar do holocausto um altar para Zeus Olimpo, mandando sacrificar sobre ele um porco.
Milhares e milhares de judeus morreram da forma mais cruel por terem resistido às leis de Antíoco Epifânio. Ele morreu demente no ano de163 a.C. na Pérsia.
Na declaração do Senhor – acerca da duração da abominação desoladora – vemos mais uma vez o quanto a Palavra de Deus é digna de confiança:
"Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purifica¬do" (vv. 13-14).
O anjo falou que duraria "até duas mil e trezentas tardes e manhãs". É provável que não signifique 2300 dias, pois a afirmação refere-se ao sacrifício diário. E em Israel se sacrificava duas vezes ao dia, no sacrifício matutino e no vespertino, e isso perfaz 1150 dias (2300 sacrifícios = 1150 dias).
Esse é o tempo exato da profanação do templo, de 16 de dezembro de 167 até o momento em que o templo foi renovado por Judas Macabeu no final de 164 a.C até o início de 163 a.C, quando ele restabeleceu os sacrifícios judaicos. Judá reconquistou sua liberdade religiosa. O tempo determinado cumpriu-se literalmente!
Esse é um resumido panorama do cumprimento das profecias bíblicas que encontramos no capítulo 8 de Daniel.


Livro pesquisado: "As Profecias de Daniel" de Norbert Lieth