“Então o SENHOR fez chover
enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre
Sodoma e Gomorra; e destruiu
aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os
moradores daquelas cidades, e o
que nascia da terra.”
Gênesis 19:24-25
Os
cientistas britânicos Alan Bond, diretor da empresa de propulsão espacial
Reaction Engines, e Mark Hempsell, especialista em astronáutica da Universidade
de Bristol, decifraram as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado
de 700 a.C.
Eles concluíram
se tratar do testemunho lavrado por um astrônomo sumério descrevendo a passagem
de um asteróide cujas características se assemelham à chuva de fogo que arrasou
as cidades de Sodoma e Gomorra.
As
informações circularam largamente por órgãos de imprensa como a BBC Brasil ou
diários como o Times de Londres, La Stampa de Turim, ou The Australian.
Elas são
objeto de crítica e análise . Os especialistas reuniram dados e conclusões no
livro “A Sumerian Observation of the Kofels Impact”, publicado em Londres.
A
tabuleta foi descoberta nas ruínas de Nínive por Sir Henry Layard em meados do
século XIX. Estava exposta no British Museum. Ela é conhecido como
“Planisfério” (foto) e há 150 anos os cientistas vêm disputando sobre seu
verdadeiro significado.
No objeto
há anotações de um astrônomo milhares de anos atrás.
O
“Planisfério” é uma cópia feita por volta do ano 700 a.C. de uma tabuleta
suméria muito anterior.
Bond e
Hempsell apelaram a tecnologias computadorizadas para simular a trajetória de
objetos celestes. Assim reconstruíram o céu observado por esse astrônomo há
milhares de anos.
Os
cálculos apontaram que o evento descrito aconteceu na noite do dia 29 de junho
de 3123 a.C., de acordo com o calendário juliano.
Os
pesquisadores interpretam que a metade do "Planisfério" informa a
posição dos planetas e das nuvens. A outra metade descreve a trajetória de um
asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro.
Mark
Hempsell diz que, pelo tamanho e rota do objeto, pode se tratar do asteróide
que caiu na região de Köfels, nos Alpes austríacos.
O
meterorito não deixou cratera, pois provocou enorme desabamento no morro contra
o qual bateu.
O
asteróide teria voado próximo ao chão, e as ondas supersônicas que produziu
impactaram a Terra com força cataclísmica.
O
meteorito teria gerado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria
devastado por volta de 1 milhão de quilômetros quadrados.
Segundo
Hempsell a devastação se assemelha à descrição bíblica da destruição de Sodoma
e Gomorra, e catástrofes mencionadas em mitos antigos.
Para o
pesquisador a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido
o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito.
Em
Köfels, há traços de um impacto cósmico que provocou o desabamento numa área de
5 quilômetros de largura.
Nenhuma
forma de vida deve ter sobrevivido em tal vez centenas de quilômetros em volta.
Para
Hempsell e Bond a trajetória do meteorito descrita na tabuleta leva a achar que
no seu percurso, o asteróide causou pavorosas destruições numa longa faixa.
Sodoma e Gomorra estavam nessa faixa e teriam sido destruídas pelo fogo e pela
onda de impacto provocada pelo meteorito.
O livro
de Gênesis assim descreve o acontecimento:
“É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e
Gomorra, e o seu pecado é muito grande.
21. Eu vou descer para ver se as suas obras
correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o
saberei.”
Abraão que “ficou em presença do Senhor” fez apelo
para salvar as cidades ímpias. Abraão obteve que Deus pedoasse as cidades se
nelas e encontrasse dez justos.
32. Abraão replicou: “Que o Senhor não se irrite se
falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?” E Deus
respondeu: “Não a destruirei por causa desses dez.”
33. E o Senhor retirou-se, depois de ter falado com
Abraão, e este voltou para sua casa.
Porém, nem esses dez justos havia. Dois anjos foram
até Sodoma para tirar Lot e sua família. Mas foram percebidos pela população
que rodeou a casa de Lot e exigiu com violência que lhes fossem entregues para
abusarem deles.
9. Eles responderam: “Retira-te daí! – e
acrescentaram:
Eis um indivíduo que não passa de um estrangeiro no
meio de nós e se arvora em juiz! Pois bem, verás como te havemos de tratar pior
do que a eles.”
E, empurrando Lot com violência, avançaram para
quebrar a porta.
10. Mas os dois (viajantes) estenderam a mão e,
tomando Lot para dentro de casa, fecharam de novo a porta.
11. E feriram de cegueira os homens que estavam
fora, jovens e velhos, que se esforçavam em vão por reencontrar a porta.
12. Os dois homens disseram a Lot:
“Tens ainda aqui alguns dos teus? Genros, ou
filhos, ou filhas, todos os que são teus parentes na cidade, faze-os sair deste
lugar,
13. porque vamos destruir este lugar, visto que o
clamor que se eleva dos seus habitantes é enorme diante do Senhor, o qual nos
enviou para exterminá-los.”
14. Saiu Lot, pois, para falar a seus genros, que
tinham desposado suas filhas: “Levantai-vos, disse-lhes, saí daqui, porque o
Senhor vai destruir a cidade.
” Mas seus genros julgaram que ele gracejava.
15. Ao amanhecer, os anjos instavam com Lot,
dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que estão em tua casa,
para que não pereças também no castigo da cidade.”
16.
E, como ele demorasse, aqueles homens tomaram pela mão a ele, a sua mulher e as
suas duas filhas, porque o Senhor queria salvá-los, e o levaram para fora da
cidade. (Gen, 19-ss)
A tese
defendida pelos britânicos Alan Bond e Mark Hempsell tem verossimilhança. Porém
ainda deve passar pelo crivo da crítica científica. Isto pode demorar anos e
trazer tal vez enriquecimentos ou modificações importantes. Ou até sua
substituição por outra. Ou a sua confirmação, seja pela demonstração
definitiva, seja pelo consenso dos cientistas prudentes.
A
proposta, entrementes, não deixa de fornecer valiosos elementos para a
reflexão.
A dedução
de Bond e Hempsell explicaria a “causa segunda” empregada por Deus para gerar a
formidável massa de fogo capaz de provocar a “grande fornalha” que “destruiu
essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a
vegetação do solo”: um meteorito que causou profunda impressão nos astrônomos
caldeus que o viram passar.
O local
estimado de Sodoma e Gomorra fica nas vizinhanças do Mar Morto, nos sítios
arqueológicos de Bâb ed-Dhra e Numeira.
A HISTÓRIA
As
cidades de Sodoma, Gomorra, Admá, Zebolim e Bela pertenciam a idade do bronze,
(4.000 a
2.000 a. C.) que teria se iniciado no Oriente Médio.
Segundo a
bíblia o "pecado" cometido pelos sodomitas era a pederastia e todo o
tipo de perversão sexual.
Aqui cabe um adendo. Em Ezequiel 16:49-50 lemos o seguinte:
49- "Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado."
50- "E se ensoberbeceram, e fizeram abominações diante de mim; portanto, vendo eu isto as tirei dali."
Daí depreendemos que o profeta Ezequiel revela o real motivo que fez com que o clamor da cidade chegasse até os céus.
(“Disse mais o SENHOR: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,
Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei. Gênesis 18:20-21 ” )
Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei. Gênesis 18:20-21 ” )
A palavra "clamor", que significa *"Brado (de quem se queixa, protesta ou reclama)", em hebraico é tsa’aq, que significa “gritar, clamar por socorro”. Logo, o "clamor" que chegou até o céu não dizia respeito ao nível de pecaminosidade que aquela cidade atingiu, mas ao grito dos oprimidos muito bem especificados em Ez.16:49; ou seja, tinham fartura, soberba, ociosidade abundante mas oprimiam ao pobre e ao necessitado. Esse sim foi o pecado de Sodoma.
Na época,
de acordo com crenças da região, o sexo fazia parte dos rituais aos deuses e
deusas da fertilidade.
Naquela
região o culto parece ter se direcionado à DEUSA-LUA, sendo mais disseminado na
Babilônia. Foi também Astarte em Canaã, Atar na Mesopotâmia, Astar em Moab,
Estar na Abissínia e Astarte na Grécia.
DEMÉTER
Entretanto,
Deméter parece ser o termo genérico para qualquer manifestação desta grande
deusa poderosa, a "Magna Dea do Oriente".
Ishtar é
uma herança suméria, cuja civilização é conhecida como a mais antiga da
humanidade, localizada entre os rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia.
OS SUMÉRIOS
No que se
refere aos sumérios, evidências arqueológicas datam o início de sua civilização
em meados do quarto milênio a.C.
Entre
3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural, e a Suméria exerceu
influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade,
fundada em aproximadamente 2.340 a.C. por Sargão I, sendo que este, ao que tudo
indica, seria de etnia e língua semitas quando este povo originais ainda
detinham a pureza racial.
Depois de
2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela
Assíria.
Mas, uma
das versões para o pecado cometido nas cidades-estado da região do Vale de
Sidim certamente seria a rudeza com a qual tratavam os estrangeiros.
A
hospitalidade dentre os nômades da região era um valor extremamente rígido, o
qual, mais tarde, fora transformado em valor bíblico pelos hebreus.
Os
sumérios eram politeístas. Porém os deuses serviam mais para resolver problemas
terrenos do que solucionar os problemas que fazem parte do pós morte.
Na visão
dos sumérios, os deuses tinham comportamentos parecidos com o das pessoas,
praticavam o bem e o mal, e eram muito mais temidos do que amados.
Quanto à
religião, as práticas e crenças adotadas pelos sumérios variaram largamente
através do tempo e distância, cada cidade possuindo sua própria visão
mitológica e/ou teológica.
Entre as
principais figuras mitológicas adoradas pelos sumérios, é possível citar An, deus
do céu; Nammu, a deusa-mãe; Inanna, a deusa do amor e da guerra (equivalente à
deusa Ishtar dos acádios); e Enlil, o deus do vento.
Cada um
dos deuses sumérios era associado a cidades diferentes, e a importância
religiosa a eles atribuída intensificava-se ou esmorecia dependendo do poder
político da cidade associada.
Segundo a
tradição suméria, os deuses criaram o ser humano a partir do barro com o
propósito de serem servidos por suas novas criaturas.
Quando
estavam zangados ou frustrados, os deuses expressavam seus sentimentos através
de terremotos ou catástrofes naturais: a essência primordial da religião
suméria baseava-se, portanto, na crença de que toda a humanidade estava à mercê
dos deuses.
A LISTA DOS DEUSES DOS SUMÉRIOS
A religião suméria era politeísta caracterizada por deuses e deusas antropomórficos representando forças ou presenças no mundo material.
Os deuses
originalmente criaram humanos como servos para si mesmos, mas os libertaram
quando se tornaram difíceis demais de se lidar.
Muitas
histórias na religião suméria aparecem homólogas a histórias em outras
religiões do Oriente Médio.
Os deuses
e deusas da Suméria têm representações similares nas religiões dos acadios,
cananeus, babilônios e outros.
Da mesma
forma, um número de histórias relacionadas a divindades têm paralelos gregos;
por exemplo, a descida de Inanna ao submundo está impressionantemente ligada ao
mito de Perséfone.
Cosidera-se
este povo como os criadores da Astronomia, uma vez que foram encontradas
inscrições astronômicas cuja data aproxima-se de 4.500 a. C.. além de textos
sobre o Sistema Solar e movimentos de planetas em torno do Sol.
OS ACÁDIOS
Os
acádios, grupos de nômades vindos da Siria, começaram a penetrar nos
territórios ao norte das regiões sumérias, terminando por dominar as
cidades-estados desta região por volta de 2.250 a.C..
Mesmo
antes da conquista, porém, já ocorria uma síntese entre as culturas suméria e
acádia, que se acentuou com a unificação dos dois povos. Os ocupantes
assimilaram a cultura dos vencidos, embora, em muitos aspectos, as duas
culturas mantivessem diferenças entre si, como por exemplo - e mais
evidentemente - no campo religioso.
Próximo a
2.000 a.C., a região da Mesopotâmia constitui-se em um grande e unificado
império que tinha como centro administrativo a cidade da Babilônia, situada nas
margens do rio Eufrates.
OS AMORITAS
Os
amoritas, povos semitas proveniente da Arábia, edificaram o Primeiro Império
Babilônico.
Este povo
é conhecido também como "antigos babilônicos", o que os diferencia
dos caldeus, fundadores do Segundo Império Babilônico, denominados NEOBABILÔNICOS.
OS ASSÍRIOS
Quanto
aos assírios, povo de origem semita, viviam do pastoreio e habitavam as margens
do rio Tigre.
Por volta
de 1.300 a.C., passaram a se organizar como sociedade altamente militar e
expansionista.
Realizaram
diversas conquistas e expandiram seu domínio para além da própria Mesopotâmia,
chegando ao Egito.
O centro
administrativo do império assírio era Nínive.
OS CALDEUS
Os
caldeus também eram um povo de origem semita que se estabeleceu na Mesopotâmia
por volta de 600 a.C.. Foram os principais responsáveis pela derrota dos
assírios e pela organização do novo império babilônico. Porém seu império durou
uns 70 anos e foi submetido ao Império persa.
OS CANANEUS
Os habitantes de Canaã, cananeus, que compunham sete nações distintas, os heteus, os gergeseus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Mas certamente deveriam ser muito mais povos que os ora mencionados.

"Amorreus"
era também uma designação geral, algumas vezes aplicada a todos os habitantes,
porém mais especificamente a uma tribo que habitava ao oeste do Mar Morto,que
conquistara o território a leste do Rio Jordão, afastando os amonitas.
"Ferezeus"
e "Jebuseus" ocupavam as montanhas do Sul.
"Heveus"
e "heteus", grupos dispersos do poderoso reino do Norte que tinha sua
capital em Carquemis, ocupavam a região do Líbano.
"Gergeseus",
pensa-se que habitavam a leste do mar da Galiléia, embora nada se saiba ao
certo sobre eles.
Os
Cananeus são descritos pela bíblia como grandes e poderosos; idólatras,
supersticiosos, profanos e iníquos.
RUÍNAS DO TEMPLO DE BAAL, SÍRIA
A
religião dos cananeus estava já bem estabelecida na Palestina antes da
Conquista israelita.
Era bem
elaborada em seus ritos e perfeitamente identificada com os interesses e as
ambições de uma população agrícola.
Era
identificada com a natureza e tinha como objetivo ensinar aos homens a
cooperarem e controlarem o ciclo das estações. Entre as suas muitas divindades,
Baal era o seu deus principal, o "Senhor da Terra", que também era o
deus do tempo atmosférico.
Astarote,
mulher de Baal era a personificação do princípio reprodutivo da natureza, Istar
era o seu nome babilônico, Astarte, seu nome grego e romano.
Os
templos de Baal e Astarote eram comumente próximos.
Sacerdotisas
eram prostitutas dos templos. Os Sodomitas eram homens da mesma espécie que
também agiam nos templos.
Existiam
outros deuses cananeus e o culto a eles consistia em orgias. Os cananeus tinham
como prática religiosa comum o sacrifício de crianças.
Em
escavações feitas por Macalister em Gezer, 1904-1909, foram encontradas ruínas
de um "Lugar Alto", que tinha sido um templo, no qual ocorria a
adoração de Baal e Astarote.
Sob os
detritos, neste local, foram encontrados uma grande quantidade de jarros
contendo despojos de crianças recém-nascidas, que haviam sido sacrificadas a
Baal. A área
inteira se revelou como sendo cemitério de crianças.
Despojos de uma criança num jarro
Túmulos de crianças em Cartago
Figura de uma criança esculpida
no próprio túmulo.
no próprio túmulo.
Em
Megido, Jericó e Gezer as escavações revelaram que era comum o "sacrifício
dos alicerces"; quando se ia construir uma casa, sacrificava-se uma
criança, cujo corpo era metido num alicerce, a fim de trazer felicidade para o
resto da família.
Israel
não fez aliança com os cananeus, não se misturararam com eles em casamento, não
seguiram sua idolatria e seus costumes.
Israelitas
e cananeus guerrearam até que estes foram destruídos.
A
principal cidade Cananéia era Ugarit, cujo apogeu ocorreu de cerca de 1.450 a
1.200 a.C..
No que se
refere à religião ugarítica, esta estava centrada no deus-chefe, Ilu ou El, o
"pai da humanidade", "criador da criação". A corte de El ou
Ilu era chamada de Ihm ou Elohim, (deuses).
Os mais
importantes entre os principais deuses eram Hadad, o rei dos Céus, Athirat ,
Yam (ou "Mar", o deus do caos primordial, das tempestades e da
destruição em massa) e Mot ("morte").
Outros
deuses venerados em Ugarit eram Dagon ("grão"), Tirosh HoronReshef
("cura"), o artesão Kothar -wa-Khasis ("hábil e esperto"),
Shahar ("amanhecer") e Shalim ("anoitecer").
Os textos
ugaríticos forneceram aos acadêmicos uma riqueza de informações sobre a
religião dos canaanitas, e suas ligações com a religião dos antigos israelitas.
A
religião de Ugarit e a religião da antiga Israel não eram a mesma, mas existiam
algumas notáveis concidências.
Por
exemplo, o nome da suprema autoridade divina em Ugarit era El, um dos nomes do
Deus de Israel. El era descrito como um deus de idade avançada, com cabelos
brancos, sentado em um trono.
No entanto,
em Ugarit, El era o soberano, mas outro deus administrava as coisas na terra
por El como seu vizir.
O nome
deste deus era Baal, um nome muito familiar para qualquer um que tenha lido o
Antigo Testamento.
Em Ugarit
Baal era conhecido por diversos títulos: "rei dos deuses", "o
altíssimo", "príncipe Baal", e "o cavaleiro das
nuvens".
A posição
de Baal como "rei dos deuses" em Ugarit, o vizinho do norte de
Israel, ajuda a explicar o "problema de Baal" no Antigo Testamento.
"Jebuseus" eram
uma tribo dos povos cananeus que originalmente habitava a região em torno de
Jerusalém, até a conquista da cidade de Jebus (Jerusalém) pelos israelitas, por
volta de 1.000 a.C..
Quanto
aos heteus, parece se remeterem aos hititas, que mencionaremos mais
adiante.
Os limites
de todos estes povos variam e em diferentes épocas ocuparam diferentes lugares.
OS HEBREUS
Os hebreus,
ao que parece, sua origem está na cidade de Ur, fundada por sumérios, cuja
organização política era semelhante a uma confederação de cidades-Estado,
governadas por um chefe religioso e militar que eram denominados patesi.
Este povo
organizou sua população em diversos clãs patriarcais seminômades.
Esses
grupos familiares se dedicavam principalmente à criação de gado ao longo dos
oásis espalhados no deserto da Arábia.
A
história dos hebreus se inicia por volta de 2.000 a.C. e estes convivem com
outras civilizações expansionistas do mesmo período.
A
primeira fase da história política dos hebreus ficou conhecida como Período dos
Patriarcas.
Nessa
época, a população hebraica esteve subordinada à liderança de um membro das
tribos que concentrava em suas mãos funções jurídicas, militares e religiosas.
A
economia era sustentada por meio das atividades pastoris que se desenvolviam
por meio de constantes deslocamentos populacionais às regiões férteis da
Palestina.
ABRAÃO
A terra
dos cananeus, Canaã, segundo a crença hebraica, era a terra prometida para
Abraão e os patriarcas como herança. Abraão residiu nesta terra e os hebreus
viveram nela até um período anterior a história de José.
A fome
então retira os hebreus de Canaã e os traz para o Egito. Após o êxodo, o povo
hebreu retorna a Canaã, o que culminou na conquista desta terra e na sua
divisão entre as tribos israelitas.
A
religião de Jeroboão no reino do norte absorveu o culto de Baal, e em pouco
tempo parecia não haver diferença entre os dois cultos ou, se ela existia, era
tão ínfima que venerar um ou o outro era apenas uma questão teológica; foi com
este tipo de problema que os profetas de Israel tiveram que lidar.
OS HITITAS
Os hititas eram
um povo indo-europeu que, por volta de 2.000 a.C., fundou um poderoso império
na Anatólia central (atual Turquia), cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C..
Os
hititas conservaram vários rituais religiosos dos hatti, seus antepassados,
tanto transcrevendo a lingua hatti em escrita cuneiforme quanto traduzindo
textos hatti para a língua nesita.
Os nomes
dos deuses hatti são bem conhecidos:
·
A deusa-sol de Arinna, divindade do mundo
subterrâneo, corresponde à deusa hatti Wurushemu. Seu companehro, o deus-sol do
Céu, é Eshtan.
·
O deus da tempestade, associado de maneira geral à
água, chamava-se Taru (donde viria o hitita Tarhunta) e tinha dois importantes
santuários no país hatti, em Neric e em Zippalanda.
·
O deus agrário hitita Telebinu, filho de Wurushemu
e de Eshtan, é sem dúvida de origem hatti. Outros deuses hatti importantes são
Wurunkatte, deus da guerra; Inara, o "Gênio de Hatussha"; Halmasuit,
a deusa-trono; e Kunzanisu, deusa lunar.
Ao que
parece guerras civis esfacelaram o Império hitita por volta dos séculos
XIII-XII a.C.. Não se sabe qual foi o destino deste povo.
OS FILISTEUS
Quanto
aos filisteus, a teoria mais aceita cientificamente baseia-se na hipótese
de se tratava de um grupo Indo-Europeu que veio a conviver durante séculos com
os povos semitas da região de Israel, tendo migrado para a região por volta de
1.200 a. C..
Fundaram
cinco cidades: Asod, Ascalon, Ekron, Gaza e Gat.
A
primeira notícia que se tem sobre os Filisteus surge de relatos Egípcios sobre
os Povos do Mar.
Ao que
parece eram levas de migrantes que vieram por mar para o atual Egito.
As
crônicas egípicias registram que entre estes povos encontravam-se os Filisteus,
(Peleset) mas havia ainda outros.
Os
filisteus desapareceram da História. Um povo inteiro deixou de existir.
Ainda se
debate como e porquê isto aconteceu.
Alguns
acreditam que eles foram culturalmente assimilados durante a sua estadia na
Babilônia.
Como isto
pode ocorrer em tão pouco tempo, levanta discussões interessantes entre
historiadores e antropólogos.
Sodoma,
Gomorra, Admá, Zebolim e Bela
Dessa
forma, ao que tudo leva a indicar, as cidades de Sodoma, Gomorra, Admá, Zebolim
e Bela parecem ter sido cidades sumérias, pois seu tempo e certas práticas
remetem a este povo.
A
primeira idade do bronze, que antecede a bíblia data de 4.000 a 3.150 a.C.,
sendo que este período se destacou pelo crescimento da urbanização e
desenvolvimento da agricultura e do comércio.
Há menção
de que ao final da primeira idade do bronze, houve uma interrupção das relações
comerciais com o Egito e um declínio da cultura urbana com retorno ao
nomadismo.
Não se
sabe se isso foi causado por invasões ou por alguma alteração climática.
Somente se tem o registro do retorno à vida urbana apartir de 2.000 a.C. (idade
do bronze média), quando reaparece a cultura cananéia e retornam as relações
comerciais com o Egito.
Quanto ao
povo hebreu, este conforme visto anteriormente, passou a se organizar em clãs a
partir de 2.000 a.C., o que vai ao encontro do retorno da ordem local.
A CIDADE DE UR
Dessa
forma, nos parece que Abraão deve ter saído de Ur por volta do final da
primeira idade do bronze, quando ocorreu o declínio da vida urbana e o retorno
à vida nômade, embora não se saiba ao certo quando o fato de sua saída de Ur
tenha ocorrido.
O QUE DESTRUIU AS CIDADES DO VALE DE SIDIM?
De acordo
com um bloco de argila encontrado por Henry Layard em meados do século 19,
Conhecido como "Planisfério", o qual permanecia como um mistério para
os acadêmicos, descobriu-se que se trata do testemunho feito por um astrônomo
sumério sobre a passagem de um asteróide - que pode ter causado a destruição
das cidades de Sodoma e Gomorra.
Segundo
os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da
Universidade de Bristol, os eventos descritos pelo astrônomo sumério são da
noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (calendário juliano).
Segundo
os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas
e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteróide
de mais de um quilômetro de diâmetro.
De acordo
com as observações do astrônomo sumério, este objeto passou pelas constelações
de Peixes, Pegassus, Á guia em linha reta.
De acordo
com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se
tratasse de um asteróide tipo Aten que teria se chocado contra os Alpes
austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra
grande.
O
asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se
explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao
chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se
chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico.
Não há
menção de uma cratera em Köfels, o que pode também sugerir uma
explosão no ar.
Segundo
documentário da Discovery Channel "A Bíblia Mistérios
Revelados",examinaram-se gelos provenientes de geleiras do Tibet, dos
Andes e da Groenlândia e, segundo registros, parece ter havido uma glaciação
repentina há uns 5.200 anos.
Este
impacto no clima pode ter causado secas na África e Oriente Médio, o que teria
gerado sérios problemas às civilizações desses locais, sem considerar o fato de
que cataclismas como estes podem ter conseqüências que perduram por milhares de
anos.
Quanto ao
fato da esposa de Ló ter se tornado uma "estátua de sal", pode ser
explicado da seguinte forma:
A
história em questão pode ser tratada como uma etiologia, ou seja, uma
explicação de causas e fenômenos naturais por meio de interpretações
relacionadas ao meio que circunda o indivíduo ou aos seus mitos e crenças,
muito comum em atribuir significados e explicações por meio de lendas.
No caso
em questão, ao ir olhar o que se passava ou ter ficado para trás, a esposa de
Ló pode ter sido instantaneamente envolvida por algo semelhante a uma nuvem piroclástica,
gerada pela queda próxima a ela de uma rocha derretida resultante da entrada de
escombros.
O
fenômeno pode ter se dado tal como em Pompéia: poeira entre 300 e 600 graus
Celsius envolveram repentinamente o corpo da mulher e a tornaram uma estátua.
Ao verem
o corpo da mulher naquela forma, Ló e suas filhas fizeram uma analogia com as
formações de sal do Mar Morto, as quais se assemelham a estátuas, daí o mito da
estátua de sal.
Mas resta
a pergunta: por que Zoar teria sido poupada?
Como se
pode perceber ao lado, parece haver zona de entrada de escombros sobre as
cidades destruídas, sendo que Zoar estava bem aquém desta linha.
Daí a
razão de ter sido poupada.
As
áreas atingidas, exceto em pontos do Egito e da região do crescente fértil,
provavelmente estariam desabitadas há 5 mil anos.
NOTA:
A
explicação bíblica sobre a mulher de Ló ter sido petrificada por
olhar para trás, têm o significado de que mesmo as cidades de Sodoma e Gomorra
serem na época palco de sacrificios a Deuses e práticas sexuais desenfreadas,
mesmo assim, a esposa de Ló não queria perder o que tinha e com isso, olhou
para trás, desobedecendo as ordens de Deus.
”(Gênesis
19:26)
E sobre Zoar?
Zoar não
fora condenada por Deus, apenas Sodoma e Gomorra, que despareceu da face da
Terra.
*Dicionário Priberam da Língua Portuguesa - 2012 Priberam Informática, S.A. Todos os direitos reservados
Postado por TROCANDO IDEIAS às 2/20/2012 09:28:00 PM
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